Pensamento científico, crítico e criativo. O que isso quer dizer?

No ensino tradicional, a relação entre estudante e professor pode ser resumida como: o professor detém a informação e os estudantes a absorvem. Por ser bastante comum e antiga, essa imagem, ainda que caricatural, tem uma grande presença no imaginário popular. No entanto, ela é não apenas equivocada como perigosa, porque, entre outros problemas, cria uma ideia estática da relação com o saber, com a informação e com a ciência, que é inadequada para a vida no século XXI e não pode ter lugar numa sala de aula contemporânea.

Não é por acaso que a segunda das competências gerais estipulada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a ser desenvolvida ao longo da Educação Básica é o “Pensamento científico, crítico e criativo”. 

Mas o que isso quer dizer?

De maneira resumida, é possível definir o pensamento crítico como a capacidade de se engajar de forma mais profunda com as informações recebidas. É preciso entender como o conhecimento é produzido, saber contextualizar e relacionar os diferentes saberes de forma coerente, além de compreender como aquilo que se aprende pode ajudar a moldar sua visão de mundo.

A simples memorização é um engajamento muito superficial e não prepara os estudantes para lidarem, por exemplo, com o problema da divergência de perspectivas sobre um mesmo tema. Faz parte do trabalho do professor oferecer uma visão mais plural para os estudantes. 

Desenvolver o pensamento crítico dos estudantes é imprescindível para a cidadania no século XXI. O acesso fácil à informação de que se desfruta hoje tem como lado negativo o problema da procedência dessas informações. O cidadão que se engaja de maneira acrítica com o que chega a ele corre o risco de não apenas aceitar ideias equivocadas e nocivas, como ainda de ajudar a propagá-las.

Nisso, o pensamento crítico anda lado a lado com o pensamento científico. Como diz o texto da BNCC, seu objetivo no desenvolvimento dessa competência é “exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas”. 

Ou seja, ao final da educação básica, é crucial que o estudante saiba como fazer uma pesquisa científica, por exemplo, elaborando e testando hipóteses em torno de um dado problema. Desenvolver essa capacidade, mesmo que o estudante não pretenda seguir carreira científica, muda a sua relação com o conhecimento, pois revela como ele é produzido.

Iniciação Científica no Elvira Brandão

O Colégio Elvira Brandão desenvolve com os estudantes, do 9º ano do Ensino Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio, projetos de Iniciação Científica (IC). Esta disciplina coloca os estudantes em contato com a maneira científica de produzir saberes.

“Observação, investigação, registro, levantamento e comprovação de hipóteses são fundamentais no processo de construção do conhecimento. Nossos projetos de IC apoiam-se nos pilares do Colégio (Metodologias Ativas, Metodologia de Projetos e Cultura Maker) e estão imersos também nas atmosferas bilíngue, artística e digital do Elvira”, afirma Dayane Faria Silva, gestora pedagógica do 8º ano do Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio.

O objetivo da instituição é orientar e incentivar os estudantes para que sejam criativos, inovadores e autônomos. “A IC também é uma oportunidade para os estudantes que desejam começar a construir uma carreira de pesquisa, antes de ingressarem na universidade”, completa Dayane.

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