Elvira Brandão participou do I Simpósio Internacional de Aprendizagem Solidária

Na última sexta-feira de março (29), o Colégio Elvira Brandão esteve presente no I Simpósio Internacional de Aprendizagem Solidária, participando como convidado em duas mesas de debate.

O evento foi promovido pela Rede Brasileira de Aprendizagem Solidária (RBAS), da qual o Colégio faz parte desde 2018. A RBAS tem como principal objetivo articular organizações sociais e instituições públicas e privadas para fortalecer e consolidar os valores e pressupostos da aprendizagem solidária e de outros princípios que promovam o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

O seminário discutiu teorias e práticas pedagógicas, intervenção social, educação integral, juventudes, territórios e currículos. Três mesas temáticas foram apresentadas e contaram com a presença de especialistas da área de educação.

O Colégio participou das mesas Educação integral, currículo e aprendizagem solidária, com a apresentação de Alcielle dos Santos, assessora pedagógica da escola, e Relatos de Experiências, com Katia Campanile, gestora de eventos e projetos sociais.

Projeto Empatia – Relatos de Experiências

Durante sua participação, Katia compartilhou sobre o projeto Empatia. “Foi uma honra representar o Colégio e ter a oportunidade de compartilhar o projeto que construímos em conjunto com a ONG Alquimia – que aceitou a partir dessa parceria, trabalhar este tema por meio de atividades que envolviam as famílias e os estudantes assistidos pela instituição. Trazer à tona a aprendizagem solidária vai ao encontro aos nossos valores e a nossa proposta pedagógica – tem pertinência com currículo, com aprendizagem baseada em projetos e com as habilidades para o século XXI – principalmente as socioemocionais”, conta Katia.

Em 2017, quando o Colégio iniciou sua Metodologia de Projetos, nasceu o projeto Empatia. Naquela época, a escola estava trocando o mobiliário da educação infantil.

“Os móveis antigos deveriam ser descartados ou simplesmente doados. Foi quando surgiu a grande oportunidade de ressignificar um ato de caridade em aprendizagem solidária através da transversalidade de conteúdos que a metodologia de projetos permite. Este ato proporcionou ao 6º ano do Fundamental I a construção de uma ação social em conjunto com a ONG Alquimia. Foi um encontro de identidade entre duas realidades diferentes”, explica Katia.

A importância do envolvimento das famílias foi fundamental para o êxito da ação – os pais participaram desde o planejamento do projeto até o dia da vivência na ONG, onde brincaram com as crianças, fizeram e serviram o lanche coletivo, e levaram em seus próprios carros os móveis a serem doados.

Este projeto proporcionou a troca e o brincar entre crianças de territórios diferentes tanto para o Colégio quanto à ONG Alquimia. “Esta aprendizagem mútua transformou o que seria uma simples doação de um mobiliário em uma experiência de aprendizagem solidária”, conclui Katia.

Educação integral, currículo e aprendizagem solidária

Compondo a mesa Educação integral, currículo e aprendizagem solidária, Alcielle relatou uma experiência de Economia Solidária em Santos (SP), vivenciada entre estudantes e moradores de uma aldeia indígena. A atividade constituiu em uma ação de Turismo de Base Comunitária (TBC) que contou com o estabelecimento de parcerias com a FUNAI e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI/SP) para a realização de visita técnica e elaboração de roteiro de TBC.

A ação foi planejada entre dois segmentos – Educação Infantil e Ensino Médio – de uma escola particular, onde Alcielle foi coordenadora pedagógica por 10 anos. A escolha da socialização dessa vivência para a mesa do congresso, visou responder a três questões propostas pela organização do congresso:

  • Como os jovens devolvem para o território o que estão aprendendo na escola?
  • Como podemos pensar um currículo que dialogue com o território e com a comunidade que esta escola está inserida para que o conhecimento escolar se transforme em intervenção social?
  • Criar um modelo de aprendizagem solidária pressupõe quais arranjos?

“A aprendizagem solidária propõe uma interligação entre currículo e solidariedade em uma dimensão de aprendizagem e colaboração, algo que supera a perspectiva do mero assistencialismo”, afirma Alcielle.

Assim, em resposta à última questão: “Qual é o papel da gestão escolar para que esse currículo seja posto em prática?”, Alcielle teve a oportunidade de comunicar como o Colégio tem inovado em sua organização como escola em movimento e aprendente.

Durante seu discurso, destacou ainda o planejamento colaborativo dirigido pela articuladora pedagógica, Luciana Gama, e a matriz de competências docentes, desenvolvida colaborativamente pelos educadores do Elvira e para qual foram pensados diferentes conteúdos que integraram cerca de 30 programações diferentes de Fractal, como O uso do Canvas como ferramenta de planejamento pedagógico, O que são práticas inclusivas e como aplicá-las no espaço escolar, Leader Coach, Metodologias ativas na Educação Infantil: rotações por estação, entre outros.

Este foi o primeiro Simpósio realizado no Brasil, mas a Rede Brasileira mantém uma agenda nacional e internacional durante todo o ano. No segundo semestre, acontecerá o Seminário Internacional do Clayss, na Argentina, onde novamente o Colégio Elvira estará representado.

Institucional , , , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

X