Edição do EB World 2019 foi um sucesso

Nos dias 2, 3 e 4 de outubro, o Ensino Médio do Elvira Brandão realizou mais uma edição do EB World, evento criado e implementado pelos próprios estudantes.

Durante o evento, cada participante representa um país e, juntos, simulam os comitês de organizações internacionais. 

As instâncias internacionais escolhidas para essa edição foram a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Sobre o EB World

O EB World é resultado do engajamento e desejo dos estudantes em compartilhar com a comunidade escolar as experiências adquiridas no Fórum FAAP de Discussão Estudantil. A atividade integrou cerca de 80 participantes, desde o 8º ano do Ensino Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio do Elvira. E neste ano, contou também com a participação do Colégio EAC.

Os envolvidos produziram um texto com o tema Soberania nacional: até que ponto a Comunidade Internacional deve intervir em um país”. Com base na avaliação do documento, cada um recebeu um país ou persona, os quais representaram em um dos comitês. 

O evento é organizado para proporcionar a melhor experiência e o maior grau de realidade possível, devendo seguir os procedimentos de debate, além de estarem todos de acordo com o código de vestimenta (mínimo esporte fino). 

Abertura do EB World

Cobertura do evento

A cobertura completa do evento ocorreu pelo Instagram @eb.world, de responsabilidade do Comitê de Comunicação (CCOM). O CCOM também produziu, durante os três dias, informes – EB News – com as principais notícias sobre o evento. Confira abaixo alguns dos destaques:

Conselho de Segurança das Nações Unidas – 02/10

O primeiro dia do Fórum no comitê CSNU contou com vários debates sobre o JCPOA, acordo nuclear do Irã. Os delegados discutiram, inicialmente, o não cumprimento do pacto por parte do próprio país e dos Estados Unidos. Além disso, foi falado sobre o excesso de exportação e do teto de enriquecimento do urânio realizado pela África do Sul e Federação Russa. Baseando-se nisso, foram montadas a Agenda de Trabalho e a proposta de dois novos acordos, AEIA e AEOI. 

Houve, durante os debates, alguns desentendimentos e, além disso, o comitê sofreu de uma falta de fluidez. Finalmente, um apagão no Reino Unido causado pela invasão de “hackers” gerou uma crise internacional. Os delegados acabaram demorando muito tempo na resolução, deixando para a próxima sessão o prosseguimento da Agenda de Trabalho.

Organização dos Estados Americanos – 03/10

Na tarde do primeiro dia uma crise atingiu a delegação da Organização dos Estados Americanos. Este desequilíbrio veio do presidente Donald Trump, que decidiu adotar medidas econômicas e militares contra o governo de Daniel Ortega. Os EUA deram início ao debate dizendo que entrariam com forças armadas na Nicarágua, o que obviamente não foi bem recebido pela delegada, que rebateu dizendo que, se isso fosse feito, eles entrarão em estado de guerra. 

Em meio às discussões, para melhorar a situação, a mesa acrescentou o fato de que o presidente Jair Bolsonaro concordou com as medidas tomadas por Trump, o que fez o comitê criar muita pressão em cima da delegada brasileira. Posteriormente, houve a entrada do delegado do Panamá e uma declaração oficial de guerra dos EUA, contudo o Panamá propôs uma solução que acabou sendo aceita por ambas as delegações. A crise e a guerra foram finalizadas, mas também houve uma discussão, para ver qual país pediria desculpas primeiro. 

No segundo dia, a OEA começou desordenada. Depois de algumas discussões, a Organização foi atingida com outra crise. As informações foram de que os agentes antidrogas dos EUA foram a “festas sexuais” com drogas. Logo após, informações secretas fornecidas pelo Uruguai e Argentina, acusaram a Nicarágua e o presidente Donald Trump de participarem da festa. Após passarem pelo baque de informações, descobriram que as alegações sobre a Nicarágua eram falsas, mas Trump acabou recebendo um pedido de prisão. Também foram reveladas informações brutais sobre o Peru. No final da história, o ex-presidente do Peru estava na festa e a Colômbia haviam recebido propina para não revelar este fato.

Assembleia Geral das Nações Unidas – 04/10

A manhã no comitê da AGNU estava agitada, delegados com pouco engajamento no debate finalmente se pronunciaram com seus argumentos, fluindo melhor as discussões e trazendo à roda as necessidades especificadas pelas delegações. Esta primeira sessão do dia foi determinada ao desenvolvimento do documento de trabalho quatro, referindo-se à questão da xenofobia e como aboli-la. 

O completo foco no documento, nos primeiros momentos, não teve protagonismo. Delegados pareciam estar mais interessados em se colocar sobre o tema, como havia sido solicitado nos dias anteriores, dificultando a facção e progressão dos tópicos da xenofobia. Durante os debates, alguns países mudaram suas posições sobre o Pacto Global de Migração, deixando comissões que já apoiavam este pacto felizes, e os Estados Unidos até declararam a sua saída do tratado oferecido, fazendo Porto Rico e Japão desistirem também.

Foi proposto um debate não moderado para a produção do último documento oficial, que acabou tendo um foco e fluxo melhor, e assim concluiu-se o documento quatro com uma votação apoiada por todos os representantes. 

O último debate do EB World desse comitê foi muito produtivo, já que houve um maior engajamento e determinação para entrar em um acordo e seguir para a finalização do fórum. Foi encenada uma crise após o coffee break, com a finalidade de dar uma descontraída e relaxada em todos para, depois do almoço, voltarem focados para a votação final, que determinará o rumo deste novo pacto.

Produção e textos: Mariana Real, Amanda Gaspar, Maria Julia de Barros, Laura Braun, Giulia Caparica, Bruna Baroli e Daniele Troyano.

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