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Berçário
Um passo de cada vez
Um passo de cada vez #1
Um passo de cada vez #2
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Um passo de cada vez

As famílias muitas vezes ficam ansiosas para que os bebês comecem a andar logo e até acabam fazendo comparações com o desenvolvimento de outras crianças. No entanto, esse é um processo que deve ser encarado com muita calma, respeitando o tempo e a individualidade de cada um deles. Nessa entrevista, a psicóloga e gestora pedagógica do Berçário e Educação Infantil Vânia Grecco explica a importância dessa fase, como os pais podem proceder e ainda comenta como o desenvolvimento motor é trabalhado aqui no Elvira.
 
Existem alguns pensamentos equivocados que rondam a cabeça das famílias e da maioria dos adultos sobre como proceder diante do desenvolvimento motor de um bebê, um deles é a necessidade de um lugar extremamente macio para o bebê começar a engatinhar. Vânia explica que o bebê necessita de um apoio que ofereça uma base necessária para o fortalecimento de sua musculatura. Assim, um edredon fino é indicado para os primeiros meses. Outra atitude que também precisa ser modificada é superproteger a criança não permitindo que ela experimente situações fundamentais para o seu amadurecimento. “Se ela é poupada dessas situações, não ocorre a assimilação desse conhecimento sobre o próprio corpo”, afirma a gestora pedagógica.
 
Famílias
Começar a andar está diretamente relacionado com o fato de se sentir seguro. Vânia conta que “às vezes, uma criança não faz determinado movimento, não por incapacidade motora, mas por um entrave no aspecto socioemocional, que não permite que ela se arrisque”.  Por isso, a dica para as famílias é não forçar a criança para ela engatinhar, andar ou sentar, mas oferecer um ambiente que facilite o processo, permitindo que ela se desenvolva e busque desafios, de acordo com sua fase de desenvolvimento. “Em cada fase, existe a superação de um desafio. Quando a criança cai, ela tem um registro na memória de como cair”.
 
Relatório
No Elvira, o trabalho para avaliar a evolução de cada criança é realizado por meio do perfil individualizado, aplicado do Berçário ao Jardim II. Por meio dele, os educadores registram e perceberem o desenvolvimento motor grosso (movimentos mais amplos, como: rolar, engatinhar, andar, correr, pular obstáculos, escalar, saltar) e o fino (movimentos menores, como o feito com as mãos e os pés ao agarrar e segurar algum objeto), além de avaliarem em qual fase a criança se encontra. Com base nesse instrumento de observação, as experiências são elaboradas sempre de maneira lúdica, oferecendo oportunidades individualizadas dentro da mesma experiência.
Vânia Grecco ressalta que “a segurança postural está intimamente relacionada ao desenvolvimento intelectual.  Quando existe o respeito do tempo, do ritmo de seu desenvolvimento, a criança se sente segura e confiante em suas descobertas e são instigadas a novos desafios. O poder de reflexão, criatividade, concentração e organização, aumentam consideravelmente em relação às crianças que sofrem a intervenção do adulto, que lhe oferece previamente a solução diante de seus obstáculos”.