Artigo Electi – Inovação na educação privada: começamos por onde deveríamos?

Compartilhamos abaixo um texto redigido por Bruno Kibrit, da Electi, empresa parceira do Colégio Elvira Brandão, que traz importantes reflexões sobre o movimento de inovação na educação.

Confira:

Inovação na educação privada: começamos por onde deveríamos?

Escolas, organizações, eu, você e todo mundo em transição. Bora respirar!

Vivemos em transição. Um sistema interdependente onde a conexão e a velocidade das mudanças impactam o nosso tecido social e promovem rupturas em padrões consideravelmente sólidos até pouco tempo atrás. Estamos falando de uma nova perspectiva para compreender os nossos sistemas organizacionais, políticos, econômicos, familiares – tudo! Os novos tempos atribuem novos significados e interpretações para diversas camadas da nossa sociedade.

Sem dúvida, o ritmo e o impacto das mudanças promovidas pela tecnologia e conexão ampliam as possibilidades e caminhos para pessoas e organizações. Ao mesmo tempo, nos convidam a repensar a nossa relação com as trilhas seguras, com o desaparecer de caminhos antes certeiros, mas agora passíveis de questionamento. É justamente na ausência de fórmulas certeiras e modelos únicos que encontramos a necessidade da escolha. Em uma camada mais profunda, percebemos que podemos escolher e, ao mesmo tempo, que somos obrigados a escolher.

Dá pra imaginar o impacto desse cenário para um setor como a educação? 

Precisamos, como comunidade educadora, nos lançarmos para novas possibilidades. Impossível fazê-lo sem honrar os referenciais potentes que nos trouxeram até aqui, ao mesmo tempo em que é necessário abrir-se, compartilhar mais, aprender com novos saberes e também ensinar e apoiar outros atores na sociedade para construção de novos padrões, mais sustentáveis e íntegros.

Propomos uma pausa para a reflexão sobre qual é a essência das nossas escolas e como isso pode contribuir para um processo de inovação mais autêntica. Para os educadores da Electi, a escola pode falar de algo como um ambiente permeado pelo pensamento crítico, pelas trocas e pela construção de saberes e reflexões capazes de construir um projeto condizente com a sua identidade. É nesse sentido que precisamos compreender os movimentos da inovação, acompanhar e conversar sobre todos eles, mas perceber, de maneira própria, quais caminhos pertencem as nossas escolas e quais não.

Curiosamente, observamos que o caminho da inovação mais imediatista nos levou ao seguinte movimento nos últimos anos:

De maneira grosseira, podemos dizer que por algum tempo acreditamos que a primeira coisa a ser feita era apostar em infraestrutura: tablets, lousas digitais, mobiliários inteligentes e pronto – prosperaremos em meio aos novos tempos. O resultado, para diversas escolas foi uma percepção de estranheza. De que, apesar da nova estrutura, tudo continuava da mesma maneira.

Pouco tempo depois, ampliamos nosso olhar para o que se refere às novas plataformas virtuais e adaptativas. Criamos também laboratórios criativos, tornamos nossa escolas bilíngues e testamos, ainda que de maneira incipiente, as metodologias ativas para alguns momentos da nossa rotina.

Os movimentos descritos acima podem fazer sentido para algumas escolas, podem potencializar a aprendizagem e diferenciá-las no mercado. Mas ainda parece que estamos correndo em círculos, não?

Estaríamos, nós, no setor da educação privada, correndo em círculos?

Ainda parece que investimos muito e sobra pouco. Contratamos plataformas que não sabemos operar, laboratórios limitados a um tempo, espaço, conhecimento específicos que não dialogam com a escola – e especialmente com as pessoas nela! Metodologias que parecem ter caído de paraquedas nas nossas mãos do dia para a noite. Sim, achamos muitas incríveis também! Mas nos parece que falta algo. E com quem temos conversado no setor, também.

O sentimento é de que começamos pelo lugar errado. Talvez, ao olharmos tanto para o mercado, diminuímos o investimento no que é cerne para educação: Pessoas. Todas elas. A escola precisa ser um espaço que amplie as possibilidades para estudantes, professores, gestores, colaboradores e para a sua comunidade. E não somente a escola.

O elemento que de fato irá diferenciar as organizações é a qualidade humana. A nossa capacidade de ser e crescer em ambientes que façam sentido, exercitando aquilo que a  inovação pela tecnologia, por si só, não alcança.

Entendemos que o primeiro passo seja a conscientização sobre a necessidade da criação desse espaço de protagonismo capaz de aflorar o potencial de educadores e estudantes no contexto escolar. Falamos de iniciativas que visam o cuidado com o indivíduo e a construção das relações, aliadas a construção de um currículo e práticas organizacionais mais estratégicas nesse sentido.

Diversas escolas já se movimentam nesse sentido, seja com a construção de um currículo mais livre e humanizado, a promoção de práticas como yoga, meditação e espaços de escuta no contexto escolar ou a estruturação de tempos e espaços de aprendizagem colaborativa como assembleias, rodas de conversa, estímulo à participação em coletivos, atuações sociais, entre tantas outras possibilidades que se adequem da melhor maneira para a escola.

A Electi não apenas endossa esse movimento todo, como atua nele. Como? Não encontramos forma melhor de resumir isso do que a frase dita pela Andrezza Amorelli, diretora do Colégio Elvira Brandão, uma das grandes referências de educação transformadora no país: “A questão não é apenas ressignificar a prática. É ressignificar o HUMANO que há por trás destas práticas”. E isso, nossa equipe tira de letra, unindo forças com a sua.

O que tem acontecido em sua escola nesse sentido? Conte aqui para o mundo saber! E trocarmos juntos, porque não?

Acesso o artigo também por aqui.

Sobre a Electi: https://www.electi.com.br/.

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