Como o Elvira Brandão desenvolve a alfabetização?

Por Lu Gama – Entendemos, por princípio, que a compreensão da leitura e da escrita se dá a partir daquilo que comunicamos e do repertório cultural de cada um de nós. Somos todos alfabetizados, mas teríamos dificuldade de compreender um texto técnico fora da nossa área de atuação ou escrito em um idioma diferente do nosso. Certo?

Dessa forma, o dia a dia na sala de aula insere as crianças no mundo letrado através de palavras, textos, placas, rótulos, logomarcas, etc. presentes nas vivências, brincadeiras e experiências.

É lendo e escrevendo que se aprender a ler e escrever.

Parece redundante, mas esse é o princípio da Psicogênese da Linguagem Escrita defendida por Emília Ferreiro, nossa base teórica. Buscando o aprimoramento da percepção da linguagem escrita, as crianças participam de atividades que estimulam o espírito pesquisador e ampliam as experiências e o acesso a outras leituras de mundo. A expressão oral, escrita e corporal é estimulada constantemente, pois acreditamos que, através dessas diversas linguagens, a criança desenvolve suas habilidades de pensamento, comunicação e criatividade.

Nesse “descobrir” da escrita, as crianças têm contato com várias tipologias textuais (receitas, parlendas, trava-línguas, poesias, músicas, textos não verbais, histórias em quadrinhos, narrativas, avisos, manchetes de jornais, bulas de remédios) e constroem textos coletivos, desenhos em grupo, dramatizações, etc. Isso favorece a aproximação deles com o mundo das letras.

Todas as atividades são desenvolvidas de forma significativa, fazendo com que os alunos atribuam sentidos a elas, pois ler é dar significado ao se que pensa, ao que se vê, ao que se fala.

No 1º ano, não adotamos cartilha ou métodos de alfabetização: continuamos esse processo de letramento e hipóteses de escrita, desafiando dia a dia as crianças a lerem e escreverem em situações contextualizadas e a compararem suas escritas com a convencional, de forma a questionar suas produções e avançar em suas hipóteses.

Não há ainda avaliações formais (provas), mas, bimestralmente, são feitas sondagens de leitura e escrita com cada criança, possibilitando que o professor avalie seu progresso de uma etapa para a seguinte e proponha atividades de estimulação específicas para cada estudante.

Nossa concepção de letramento e alfabetização está alinhada com os parâmetros nacionais do MEC e com os programas de Pró-Letramento e com o PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa) do Governo Federal. E, este ano, alinhamos nosso currículo ao da Base Nacional Comum Curricular,  lançada oficialmente em abril de 2017. Para isso, temos uma Célula de Aprofundamento em Alfabetização e Letramento formada pelas professoras do Jardim II, do 1º e do 2º ano do Fundamental 1, pela coordenação e pela articulação pedagógica, que se reúnem quinzenalmente para estudo e propostas de atividades específicas para essas turmas.

Essa constante reflexão da prática e o aprofundamento nas teorias faz do Elvira uma escola permanentemente aprendente. Nosso objetivo é aperfeiçoar sempre nosso processo de ensino-aprendizagem, oferecendo uma educação consistente e de qualidade aos nossos alunos.

Para Saber Mais:
Indicamos esta reportagem da Revista Crescer: “Letramento, Alfabetização e Pequenos Escritores”.
http://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Lilian-Kuhn/noticia/2016/09/letramento-alfabetizacao-e-pequenos-escritores.html

 

Elvira Infantil

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